Inquérito com 2.338 intensivistas mostra distância entre as UTIs do SUS e da rede privada
Só 22,7% dos médicos consideram totalmente adequada a oferta de medicamentos essenciais nas UTIs públicas.
Ilustração Notícias da Medicina · Gestão
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), com apoio do CFM, ouviu 2.338 médicos que atuam em alta complexidade no Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica nas UTIs Brasileiras. Os participantes deram notas de 0 a 5 a itens como infraestrutura, leitos, medicamentos e protocolos.
Apenas 22,7% consideram totalmente adequada a oferta de medicamentos essenciais no SUS, contra 57,7% na rede privada ou de planos. Nos leitos, 24,1% dão nota máxima à rede pública e 51,4% à privada.
A Amib defende que a estruturação das UTIs seja prioridade, e não apenas a expansão do número de leitos. O país tem 43.901 leitos de terapia intensiva, segundo a reportagem.
Os números ajudam a separar o debate sobre quantidade de leitos do debate sobre condições de trabalho e insumos.
Resumo da redação a partir de Agência Brasil. Conteúdo informativo, não substitui avaliação médica. Veja a política editorial.